O Dever do Advogado

“quando quer e como quer que se cometa um ato criminoso, necessariamente obtêm-se duas exigências, a acusação e a defesa, das quais a segunda, por mais detestável que seja o delito, não é menos especial à satisfação da moralidade pública do que a primeira. A defesa não quer discursar em elogio da culpa, ou do culpado. Sua função consiste em ser, ao lado do réu, inocente, ou criminoso, a voz dos seus direitos legais. Se a enormidade da infração reveste caracteres tais, que o sentimento geral recue horrorizado, ou se levante contra ela em violenta revolta, nem por isto essa voz deve emudecer. A voz do Direito tem a missão sagrada de não consentir que a indignação altere em crueldade, e a penitência jurídica em aniquilação cruel”.

Texto da Carta-resposta de Rui Barbosa à consulta de Evaristo de Morais, se deveria ou não defender seu adversário político no crime a qual estava envolvido em outubro de 1911

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